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27 de janeiro de 2009

a gota de água

Apesar de ter chovido muito por estes dias e de ter levado com aquelas gotinhas irritantes de chuva na cara que me fazem pensar se hei-de abrir o chapéu de chuva ou não, hoje tive AQUELA gota de água que me disse: tens que voltar a postá-la. E aqui estou eu.

A gota de água chama-se Kelly Family e a música redondamente estúpida que eu cantava quando tinha 13 anos com o Pedro Oliveira à guitarra em cima da mesa da sala de aula da João de Barros. E quem fazia a segunda voz do i love you i want you i wanna talk to you i wanna be with you? Quem era? Era eu.

Mas memórias à parte, tenho urgentemente que comprar pilhas para recarregar o meu leitor de mp3 (esse dinossauro de 1 giga que ainda não foi substituido) para voltar a abstrair-me da RFM a dar nas colunas da Fertagus (comboio).
Sempre as mesmas músicas e sempre as músicas que eu detesto..
Qualquer dia faço aqui uma lista.

Isto tudo para dizer que a música dos Kelly Family passou no comboio e toda a gente da carruagem começou a cantar o refrão com os braços no ar e a olhar tristemente para o rio tejo com um sorriso amarelo. E quem fazia a segunda voz? Quem era? Era eu.

11 de dezembro de 2008

ensaio sobre a cegueira

Hoje de manhã um homem cego foi sem querer contra umas pessoas que estavam numa esplanada e disse:
"Desculpem! Não vos vi!"

...

27 de novembro de 2008

"minha senhora"

No comboio a senhora do cachecol branco e óculos de sol levantou-se. Um lenço de tecido (da ranhoca) cai no chão. A passageira ao lado tenta então fazer o seu acto de caridade do dia e tenta chamar a do cachecol branco e óculos de sol.
"Minha Senhora...
Minha Senhora...
MINHA SENHORA!"

A minha senhora não olha. O lenço não era dela, era da que estava sentada ao lado dela antes de esta se levantar.
Só escrevi isto porque achei graça ouvir a outra a chamar "minha senhora".
Só mostra que não perdemos a poesia na Fertagus.

Ou whatever.

13 de agosto de 2008

formigas chinesas

Tenho que expor algo que já tenho andado a pensar há muito tempo.
Li agora esta notícia e não deixo de pensar que os chineses se tratam a eles próprios como as formigas, ou como os seres humanos tratam as formigas, por assim dizer. Mas neste caso, são os chineses como seres humanos que se tratam a eles próprios como formigas.
Como são muitas, não têm valor.
Quando vamos a caminhar no mato (ou pelas pedras da calçada com falhas) e vemos um carreiro de formigas, importamo-nos de passar por cima delas? Ou por outras palavras: importamo-nos de as pisar? Não.
É o que eu acho que os chineses fazem a eles próprios.
E acho isto com pena, porque adorei ver a abertura dos Jogos Olímpicos, embora tenha pensado no duro quotidiano de todos aqueles milhares de jovens que acenavam felizes para o público do estádio depois de estarem enfiados em cubos ou de estarem a carregar um coisa gigante sobre as suas cabeças.
Vistas de longe, pareciam formigas.
Pareciam, mas não são. São seres humanos.

29 de abril de 2008

há coisas que... não sei

A caminho do trabalho vi um miúdo estúpido de 11 anos com duas muletas e que provavelmente ia a caminho da escola. Ele estava com algumas dificuldades: ora a mala caia-lhe, ora desiquilibrava-se.
Já de costas, ouço a muleta a cair no chão. O meu instinto de não sei de quê obrigou-me a dar meia volta e a ir ter com o puto.
"precisas de ajuda?"
"não."
"não?"
"não."
"ok."
Tudo bem que os pais lhe devem ter dito para não falar com desconhecidos. Tudo bem que ele deve ter pensado que eu o queria assaltar. Tudo bem que ele ficou visivelmente com medo.
Mas apeteceu-me dizer-lhe que se devia preparar porque não ia conhecer muitas pessoas que dessem meia volta de propósito só para o ajudar.
Bah... eu e os meus diálogos não consumidos.
Entretanto ele continuou a debater-se com as muletas e eu prossegui o meu caminho.

17 de março de 2008

"Taxista que atropelou meninas já esteve preso"

http://dn.sapo.pt/2008/03/17/sociedade/taxista_atropelou_meninas_esteve_pre.html

1. Os colegas do taxista vêem o acidente como uma infelicidade para o colega.
2. Os colegas dizem que o Ribeiro deu muito pela empresa.
3. Os colegas acham que ele é espectacular.
4. Os colegas acham que não era pessoa de beber nem de andar em borgas.
5. Os colegas dizem que ele não devia ter fugido. Dizem que 0,93 gramas de alcool no sangue não foi o suficiente. Alguma coisa mais se passou. Ele não é assim. Deve ter tido um motivo forte.

Para os colegas:
Assumam que o taxista Ribeiro esteve mal, que bebeu e que atropelou miúdas. Pronto!

27 de fevereiro de 2008

O sono tem destas coisas...

Coisas que nos fazem vestir uma camisola rosa-choque, calças de ganga, botas castanhas, cachecol preto, casaco de ganga e mala verde tropa já deslavada (e o cabelo solto, já tipicamente despenteado).
Que rica figura em que me vi quando levei com o sol da manhã na cara e quando vi o meu reflexo na porta do metropolitano.

25 de fevereiro de 2008

Nesta semana que passou, aprendi que:

:: sei tirar chão [ aquele dos tacos de madeira ]
:: a justiça ainda acontece nos dias que correm!
:: "perdoar" e "ultrapassar" não é para todos
:: apesar de ver tantas barrigas, ainda não quero bebés...
:: conduzir a caminho da ponte 25 de abril em hora de ponta não é assim tão mau
:: uns dias de férias, mesmo sem ter muito [ de férias ] para fazer, calham sempre bem
:: tenho que ler mais coisas de qualidade para não me tornar naquilo que eu temia há uns tempos atrás.

13 de fevereiro de 2008

Infecção Bexigosa - Parte II

Desta vez não estava em Travancinha e não estava em passagem de ano!
Desta vez não tivemos que ir a uma farmácia e suplicar ao homem que me vendesse o antibiótico, enquanto ao meu lado diziam: "Faça lá esse favor, ela está à rasca da coisinha...".
Desta vez apareceu tão rápido como da primeira e foi igualmente horrível. Mas como a infecção já não me engana de novo, fui logo a correr para o centro de saúde a sete pés para resolver este ardor pavoroso. Portanto a noite de ontem foi agradável...
E graças a Deus pelos homens que inventaram os antibióticos.

30 de outubro de 2007

Novo diaaaaaaaaaa [ em Angola ]

Cá estou de novo com NET.
Por cá trabalha-se, leva-se com poeira, com calor, com multidões apertadas e também com momentos de descontração.
Aqui vai um [ momento ] em q tento animar a jéssica depois de a ter trocado de fralda [ com mousse de chocolate ]

UPDATE
quando tiver net mais rápida adiciono as fotos aqui... (ou seja, daqui a 3 semanas)

26 de outubro de 2007

de viagem outra vez

lá vou eu outra vez para Angola... desta vez melhor preparada.
Só volto daqui a 3 semanas e só naquela de avisar, passado uma semana depois dessas três, caso-me com o mimo.
O tempo anda apertado...
Então até depois.

24 de outubro de 2007

TENHO SUPER-PODERES AUDITIVOS!

... porque fui fazer uma lavagem aos ouvidos!
Parece que estou noutra dimensão.
[ e estou mesmo, afinal não parece ]

23 de outubro de 2007

congruências do planeta

Enquanto o Leonardo Di Caprio se entretém a lançar um filme sobre as alterações climátericas, o Irão ameaça limpar Israel da face da terra com bombinhas nucleares.

Fiz esta constatação de factos quando acabei de ler o Destak.
O Destak que me voltou a dar ânimo para resolver sudokus à maluca.

26 de julho de 2007

Nunca antes visto

Acabei duas garrafas de xarope para a tosse [ bisolvon e fluimucil ] sozinha em duas semanas!
Agora estou a virar-me para as gemadas.

[ mas não se preocupem que estou bem melhor / já consigo falar mais de um minuto sem ter que vos tossir repentinamente para a cara e sem disfarçadamente depositar a expectoração num lenço de papel puxado disfarçadamente ]

7 de julho de 2007

férias?

Eis que chega a data marcada para os 11 dias de "férias"!
Depois conto aqui o quanto me diverti, o quanto descansei e o quanto fiquei bronzeada [ mais do que já sou ].
Até daqui a umas horas!
[ agora a sério, até terça ]

ps. é mesmo caso para dizer que amanhã um novo dia será.

5 de julho de 2007

INÉDITO

Nunca antes visto na vida de Rititas, nem nos tempos remotos da faculdade:
Ela adormeceu às 3h da manhã completamente queimada a acabar um trabalho para o curso (que não acabou de facto) e acordou de manhãnzinha com a roupa de rua do dia de ontem, sem se ter lembrado que afinal nem tinha posto o pijama.

[ e para rematar este belíssimo post, a música sensação do momento:
bruno e marisa, esta é para vocês: "amanhãaaaa um novo dia seráaaaa... mas o teu amor por mim, nunca acabaráaaaaaa ]

2 de julho de 2007

quando o travão de mão não funciona

De manhã saí para ir à Conservatória tratar de coisas de adultos e claro está, levei o carro do meu pai (não tem direcção assistida e tem muitos truques - mas não é por ai - até gosto de conduzir o fiesta).
Acontece que quando quis destravar o carro, não consegui. "É só preciso um pouco mais de força...". Bom, não interessa. Fiquei ali uns 20 minutos a tentar puxar o travão de mão para baixo até ficar com feridas na mão. Liguei ao meu pai, chamei a minha mãe e pensei em pedir aos vizinhos. A minha mãe desistiu logo e disse para esquecer o travão e ir de autocarro.
Eu não desisti. Disse para mim própria que não iria sair dali sem conseguir meter aquilo para baixo. Mais minutos se passaram.
No meio do suor intenso e da mão calejada, eis que vejo passar o Stôr Nabiça, esse grande homem da História do meu 10º ano.
"Olha... aquele é o stôr nabiça? será?... tá com o cabelo tão branco... com mais rugas... não sei se é ele... mas também as pessoas envelhecem não é rita? já se passaram 10 anos. hmm é ele é, a maneira como leva o cigarro à boca e anda com a outra mão no bolso... É ele, definitivamente".
No meio destes pensamentos, eis que o travão de mão reage.
Afinal não era preciso força.
Obrigada stôr nabiça.

[ engraçado como continuo a chamar "stôr" ou "stôra" aos professores do secundário...]

31 de maio de 2007

o inconveniente em usar headphones que isolam o som todo...

é estar na fila para levantar dinheiro no multibanco da estação e dar um peidinho sem conseguir perceber se fiz muito barulho ou não.
[ já o conveniente é não ouvir as conversas irritantes de outros passageiros que gostam de partilhar a vida com os demais presentes na carruagem ]
[ mas o inconveniente de hoje superou o conveniente. foi muito mauzinho ]
[ já acabei ]

1 de abril de 2007

dia das mentiras

ele - eu não quero...
eu - mas eu quero... e não estou a mentir.
ele - ahaha... eu estava!...
eu - eu também estava quando disse que não estava a mentir... mas agora não estou! aliás... estou sim... só que tu não sabes não é?! É suposto estarmos a mentir sem a outra pessoa descobrir que estamos a mentir para depois lhe dizer que é mentira porque hoje é dia das ment...
ele - OK. Cala-te lá, vá.

21 de fevereiro de 2007

É Carnaval e ninguém leva a mal...

Perguntei: "Onde está o meu guarda-chuva?"
Ela respondeu: "Era um creme? .... O R. levou!... Disse que também lhe fizeram isso uma vez e que agora ele ia fazer o mesmo!"
Eu retorqui: "Então depois diz-lhe que eu fui à chuva."
[ porque é que ele não pensou ao contrário? Porque é que não pensou assim: "não, fizeram-me isto mas eu não vou fazer de volta porque não gostei"? ]


**
Perguntei em pânico: "Alguém tem um pano seco?"
Ninguém respondeu. Ficaram todos mudos a olhar para mim enquanto a mulher se esvaía em sangue.
Corri e roubei uma toalha do W.C. das mulheres.
Enquanto uma mulher vomitava [ou ameaçava vomitar ] por ver tanto sangue ensopado a descer pela perna da mulher, eu estanquei a veia que espirrava ferozmente até o INEM chegar.
Senti-me uma heroína...
**