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14 de agosto de 2008

why so serious?

De longe, o melhor joker que já alguma vez vi.
Apesar de ter adormecido numa parte crucial do filme (estava cheia de sono e a fazer um esforço para manter os olhos abertos naquela sala escura) em que diz que o joker fez um monólogo quando estava na sala de interrogações, o filme é qualquer coisa. Tem qualquer coisa. De sádico. De essência de joker. Apesar do Batman ser uma coisa irrisória com asas de morcego, o filme tem muito de humano.
E agora deixo-vos com a minha frase preferida do filme dita pelo joker e escrita a cor-de-rosa, que é algo que tem naturalmente tudo a ver...
"If you're good at something,
never do it for free."
indeed.

18 de julho de 2007

de volta outra vez... [ como criticóide de cinema ]

Isto de ficar muito tempo sem postar teve as suas represálias interiores, por isso vou fazer outra mixórdia: Vou falar nos últimos filmes e livros que li [ in fact, foi só um ]:

Memórias de uma Gueixa
Li o livro. Vi o filme. E preferia ter sido eu a escrever o argumento. Faltaram muitas coisas importantes e as que eram importantes foram "pintadas" com leves traços sem de facto marcar o dramatismo da coisa. Devia ter-me ficado pelo livro.
Babel
Outro filme ao bom estilo das histórias cruzadas que se desenrolam porque alguém deu um peido (sem querer) (e isto é apenas um exemplo parvo). Porque um deu um peido sem querer, outra pessoa desiquilibrou-se com o cheiro, o que veio interferir na queda de uma jovem que provocou uma tristeza familiar, que por sua vez interferiu nos negócios do pai, cujo sócio se ia preparar para dar um desfalque na empresa mas pensa duas vezes e acaba por se suicidar, and so on... até que chegamos à pessoa que deu o peido sem querer. Ela não queria, mas aconteceu.
[ não vou dizer que gostei, mas já vi melhores dentro do género, como o "Amor Cão" ou "Crash" ] [ ou então sou eu que só estou a embirrar e o filme é mesmo bom ].
Shrek The Third
Nada a declarar. Foi engraçado mas nada por aí além.
Mais um pouco e começam a fazer séries televisivas.
Mississipi em Chamas
Ora aqui está um daqueles filmes que aborda o racismo na América. Eu só tinha visto 3 minutos do filme no 1º ano do curso na cadeira de... Sociologia? Wha'ever. Passados 6 anos, vejo o filme completo. A minha parte preferida é quando membros do KKK e os niggas andam à porrada e os niggas tiram-lhe os capuchos para ao menos verem a quem é que estão a bater [ isto em fracção de segundos, porque o ambiente é de tensão e adrenalina ].
Mas de um modo geral é comovente. [ tu és nigga, nigga? ]
O Último Rei da Escócia
Arrepiei-me. Senti a tensão até ao final da história.
Fez-me lembrar alguns pesadelos que tinha quando parecia que estava presa num sítio e não tinha como escapar ao sistema porque sabia que eventually eu iria morrer se não conseguisse fugir. Partilhei das dores do doutor escocês e da Dana Scully as well.
Acho que já chega porque duvido que alguém tenha lido isto até ao final.

5 de março de 2007

little miss sunshine

please don't kill yourself tonight...
ALICEEEEEEE!!
where's olive?
do you know what a loser is? a real loser is somebody who's so afraid of not winning that they don't even try!

apenas uma palavra: fucking beautifull!!
and fuck beauty contests!! life is one (...) beauty contest after another...
e não se indignem com as asneiras... vejam o filme e comprovem que tenho razão.

[ando tão carente de bons filmes que este até me deu vontade de chorar]

2 de novembro de 2006

an inconvenient truth

A par de tudo o que me preocupava desde que me conheço como gente, o Al Gore contou uma pequena história que me ficou na memória:
a nossa maneira de pensar é um dos factores que condiciona a nossa relação com o planeta; se um sapo saltar para um recipiente com água a ferver, ele salta rapidamente para fora porque pressente o grande perigo; mas se o mesmo sapo saltar para um recipiente com água na temperatura normal e a mesma começar a subir aos poucos, ele ficará lá... (mesmo que a temperatura suba e suba) ... ele ficará lá... até... ser salvo.
é uma verdade inconveniente.

30 de outubro de 2006

CHILDREN OF MEN

Vou contar a minha versão do filme [ para não me lembrar o quanto saí enjoada e traumatizada da sala de cinema ] :

O Theo e a Mariska têm que ajudar a Kee e o Froley, ou Basouka, ou Dylan, a chegar a um navio chamado "Tomorrow" e fazem isto num percurso cheio de explosões, balas, sangue e homens a chorar porque não viam um bebé há 18 anos (todas as mulheres do planeta ficaram infertéis, menos a Kee).
Entretanto (e isto falando no ano de 2027) os imigrantes ilegais são tratados como pedaços de cócó a serem extreminados à face da terra (como por exemplo serem postos em jaulas, queimados, fuzilados a sangue frio, tratados abaixo de cão,... isto à semelhança dos judeus nos anos 30/40 do século passado) e o governo inglês comercializa um pack de suicídio "Quietus" em que a pessoa pode suicidar-se "pacificamente", já que não restam mais esperanças para a civilização humana, a não ser a destruição e o envelhecimento em massa de toda a população mundial.

Parece que não, mas este filme marcou-me.
[muito]

Para trás, ficam algumas dúvidas:
- porque é que todas as mulheres do planeta ficaram inférteis?
- porque é que o Luke queria levar a Kee para o último andar do prédio?! (Qual era o propósito?...)
- porque é que nunca vimos a Kee a amamentar o bebé?! (será que ela sabia que tinha leite no peito? Já que nunca viu um bebé antes...)
- porque é que a base do "Human Project Life" tinha que estar radicada nos Açores?

4 de junho de 2006

Tsotsi

"O que queres rapaz?... O meu dinheiro?"
"Levanta-te."
"O quê?"
"Levanta-te e anda."
"Quem és tu? Hã? Jesus Cristo? Sou aleijado!"
"Estás a mentir, levanta-te!"

(...)

"Uma vez vi um cão... só com as duas patas. Partiram-lhe as patas de trás. Ele arrastava-se como tu."
"Que tipo de homem faz isso a um cão?"
"O que aconteceu às tuas pernas?"
"Eu trabalhava nas minas... Minas de ouro. Caiu-me um ferro em cima... e partiu-as."
"O que te anima a viver? Vives como um cão..."
"Eu. Gosto de seguir o sol nas ruas. Mesmo com estas mãos. Consigo segui-lo. "