6 de junho de 2011

ensaio sobre o facebook

(é só mesmo um ensaio, não é nada de especial)

Irrita-me solenemente ler/ver certas coisas no facebook. Neste caso a irritação é um momento solene.

1. Pessoas que nunca ou quase nunca "aparecem no facebook" e que quando aparecem enchem o seu mural (e o meu) com 30 telediscos do youtube das suas músicas favoritas.

2. Pessoas que têm a necessidade de escrever quando é que acordaram, quando é que vão comer, quando é que estão cansadas, quando é que estão de férias, quando tempo falta para irem de férias e quando é que se vão deitar. E ilustram sempre com uma imagem retirada do google.

3. Pessoas que dão os parabéns ou fazem dedicatórias profundas a outras pessoas chegadas que até podem nem ter facebook. Na "vida real" nem sequer um telefonema lhes fizeram (casos verídicos).

4. Pessoas que jogam no facebook não me incomodam, basta eliminar todas as publicações do género.

Sou melhor que os outros? Não.
Sou susceptível de cair no mesmo erro um dia? Sim.

23 de maio de 2011

demasiado ensonada

estive a mudar o template (again) do blog para ver se a vontade de prosseguir com o trulyours (ou "trollyours" como chama a minha irmã) voltava, mas a verdade é que estou com muito sono...
a sério que gostava de despejar o que me vai na alma, mas estou mesmo, mesmo, MESMO com sono.

mas escrever estas coisas insignificantes já foi um fresh start, tal como dizem os americanos para os americanos que estavam atolados em dívidas e que foram insolvidos ou whatever.

com a crise em que anda o meu blog, talvez o privatize.

19 de março de 2011

o dia do pai

o dia em que falei com o meu pai pela última vez, estando ele lúcido e consciente.
o dia em que lhe disse que o amava e que ele sempre foi e iria continuar a ser o meu modelo, exemplo, role model, o que lhe queiram chamar.
o dia em que o meu pai se chateou comigo porque eu estava grávida e me disse: "o que é que estás aqui a fazer? não devias estar aqui... isto é não é um ambiente saudável para ti...", ao que eu respondi: "não te preocupes que ninguém tossiu para cima de mim!"
o dia em que chorei porque estava confusa e não compreendia porque é que estavam todos a ser pessimistas, quando na realidade eu desconhecia a gravidade da situação.
o dia em que recordo o sorriso dele antes de eu sair do quarto onde ele estava e a abrir o postal que lhe tinha comprado e que tinha escrito no WC do hospital. Ele até antes tinha dito: "não te preocupes, eu depois leio quando voltar para casa".

mas hoje desejo um feliz dia do pai, para quem ainda tem um.

2 de fevereiro de 2011

Desabafo dos grandes

Que vontade louca de atirar "tudo" para o ar.. Sem remorços, sem culpa, sem condenação.
Voltamos à síndrome do "seria tão fixe que isto acontecesse... mas sei que nunca vai acontecer.. Ou vai?.. Será? Quais os riscos? Vou a tempo? Já não vou? Too late? Gone to soon? Mas é mesmo isso que quero? Estarei mesmo disposta a mudar a minha vida a 180 graus?"...

Espero daqui a um ano olhar para este post com um sorriso e pensar que tomei a decisão certa...

A única coisa que sei é que se continuar assim como estou vou começar a roçar a loucura, falando de um modo light.


1 de fevereiro de 2011

são 3h da manhã..

e já estamos em fevereiro...

25 de janeiro de 2011

[nunca pensei]

que um gabinete sem janelas ou sem a presença da luz do dia fosse fazer tanta diferença no meu trabalho...

que chegasse a uma altura em que não iria querer lembrar-me em pormenor, ver fotos ou vídeos do meu pai só para não ter que sofrer...

que pudesse suportar determinadas situações e continuar impávida e serena como se nada fosse comigo (e na realidade não é, se for a pensar bem)...

19 de janeiro de 2011

ok.
conhecem aquela sensação do: "seria tão fixe que isto acontecesse.. tenho tudo pronto para isto acontecer... mas nunca vai acontecer..." ?
É nesse "pé" em que me encontro.
Eu sei que nós é que fazemos os nossos caminhos.
Eu sei que se algo não mudou, foi porque EU assim o decidi (independentemente dos "conselhos", das "coações psicológicas" e das "influências").

ok.
conhecem aquela sensação do: "fiz a minha decisão... mas não era bem isto que eu queria... mas fiz na mesma... or what'ever... merda, o que é que eu faço agora? será que se tivesse ido pelo outro caminho, estava com esta mesma sensação?..."
É nesse pé em que me encontro.
Eu sei que nós é que fazemos os nossos caminhos.
Eu sei que tomei esta decisão e agora não há nada a fazer.
Mas também sei que se por ventura tiver que ser, será.
Até porque acima de tudo, o meu Patrão tem tudo controlado e não me vai deixar ficar mal.

ok.
conhecem aquela sensação do: "porque carga de água estou a repetir tantas vezes as mesmas frases?... serei algum poeta trovador? merda... cala-te mas é e põe-te a andar."
é nesse pé em que me encontro.

30 de dezembro de 2010

Resoluções para 2011

A saber:
- escrever um livro (não importa o tamanho nem o conteúdo. Tenho q escrever);
- ... (eu cá sei.. Não posso ainda revelar);
- continuar a minha caminhada de cabeça erguida. sempre.
- fazer algo que honre a memória do meu pai;
- tentar tirar a banha da barriga antes do verão (uma resolução profunda, esta);
- ver/estar com a minha família mais vezes;

As restantes lembrar-me-ei ao longo do ano e hopefully as cumprirei (não é esse o objectivo das resoluções?!)

Final de 2011 cá estarei para fazer o balanço final.
Bom ano.

9 de dezembro de 2010

a vantagem de ter um blog

Estamos na iminência de entrar em 2011 e em Fevereiro farão 7 anos que mantenho este blog activo (apesar de não ter havido muita actividade nos últimos tempos).
No entanto, após os facebooks e as 1000 formas que agora existem para dizer ao mundo e aos "amigos" que vamos dormir e o que é que vamos jantar, chego à conclusão de que este blog é o meu trullyme. Nasceu, cresceu e estagnou comigo. Por isso não o vou abandonar (apesar de parecer que sim desde agosto...).
E agrada-me só ter 2 ou 3 pessoas a ler o trullyours. Eram 4 mas o meu pai já cá não está para ler.
Por isso agradeço às 3 pessoas que me lêem "assiduamente". Eu sei quem vocês são!

Posto isto, acho que sim, que vou voltar ao trully.
Mais que não seja para voltar a dizer disparates e coisas que parecem interessantes, porque essa vontade desapareceu à muito.

8 de agosto de 2010

pequeno desabafo

Já tinha escrito isto? Ainda não?
Então escrevo agora.
O cancro é a doença mais filha da $#*% que existe.
Revolta-me pensar no número de pessoas que já foram ceifadas.
E no que toca a mim, não eram apenas pessoas. Eram pedaços de mim mesma; ícones; role models; seres humanos exemplares.

Este fim-de-semana foi-se mais uma. Não era muito chegada a ele, mas bolas... Tinha 17 anos e era um amor de pessoa.
Mas tirando as palavras de alguém, a esta hora está ele a rir-se da dor que sentia e que agora lhe passa completamente ao lado.
E tudo isto me fez reviver o momento em que perdi o meu pai.
Eu sei que isto já parece trully depressed mas não quero saber. Tenho que o dizer:
Queria o meu pai de volta. Mas a realidade é que ele não vai voltar. A realidade é que ele se foi. E tenho que dizer isto a mim própria todos os dias. Ainda hoje...

[brevemente acabarei com este blog trullydepressed e voltarei ao trullyours.. até já ]