São 20 para as duas e já não sinto as pernas.
Amanhã parto para o Porto sem ter certeza se tenho uma cama, se volto daqui a um mês, daqui a 15 dias ou daqui a uma semana.
O meu cérebro neste momento parece um cachorro quente acabado de sair de uma roulotte e que transborda de molho e batata frita que cai para o chão sujando as roupas, os estofos do carro e as mãos.
Parece que estive a andar durante 20 horas numa festa popular à procura de nada.
A minha garganta está seca como está.
Os meus olhos teimam em fechar sem quererem encarar que amanhã será um dia cansativo e sem retorno.
Quero a minha almofada, quero os vossos sorrisos, quero estender as pernas, quero descansar, quero reflectir, quero conversar, quero dormir { até parece a nova versão da música "quero quero quero quero tudooo" do palhaço pop no novo tric-a-trac... o original é: "quero pular, quero brincar, quero correr; quero dançar, quero ligar minha tv; quero jogar na internet e futebol; eu quero ver na tela meu super-herói... quando quero [ aqui repito eu: quandooo queroooo ] eu quero tudo [ quero tudooo ] quando quero... eu quero agora [ quero agoraaaa ] }
Hello world. It's me again. It's been a long time, but what can we do? just breath in and breath out... Não é a letra de nenhuma música, acabei de inventar agora mesmo.
Vou dormir. [ esqueci-me de referir que não sei se vou ter Internet disponível no Porto... Portanto este post já serve como garantia... ]
Hasta lueguegogoeogogo.
Às vezes penso que tal como as estrelas me enviam luz de há milhares de anos atrás, assim também eu escrevo este post que hoje estou a publicar de novo.
16 de novembro de 2006
14 de novembro de 2006
PARABÉNS SAMUEL
Há 9 anos nasceu o Samuel.
Parecia um ratinho mas era o meu maninho [ e continua ]. [ continua o meu maninho, não um ratinho ].
Ao longo dos anos, quando chego a casa e não me apetece rir, lá vem ele para me fazer alguma graçola ou simplesmente dar-me um abraço pegajoso.
Ele já joga Sims 2 e canta em inglês.
Vê a Floribela [ vamos acreditar que é por influência e não por vontade própria ] e já começa a ter piada como eu!
Lembro-me do pôr-do-sol no dia em que o Sam nasceu [ 14 de Novembro de 1997 ]. Estava no 10º ano e estava a sair da ESJB depois de um dia intenso de aulas. A Sara virou-se para mim e disse: "Lembra-te deste pôr-do-sol. Foi o dia em que o teu irmão nasceu!!"
E assim foi. Ainda hoje me lembro!
Parecia um ratinho mas era o meu maninho [ e continua ]. [ continua o meu maninho, não um ratinho ].
Ao longo dos anos, quando chego a casa e não me apetece rir, lá vem ele para me fazer alguma graçola ou simplesmente dar-me um abraço pegajoso.
Ele já joga Sims 2 e canta em inglês.
Vê a Floribela [ vamos acreditar que é por influência e não por vontade própria ] e já começa a ter piada como eu!
Lembro-me do pôr-do-sol no dia em que o Sam nasceu [ 14 de Novembro de 1997 ]. Estava no 10º ano e estava a sair da ESJB depois de um dia intenso de aulas. A Sara virou-se para mim e disse: "Lembra-te deste pôr-do-sol. Foi o dia em que o teu irmão nasceu!!"
E assim foi. Ainda hoje me lembro!
13 de novembro de 2006
9 de novembro de 2006
"elogio ao amor"
É comprido mas vale a pena ler.
[ encontrei em viagem na mayonese mas é um texto original de Miguel Esteves Cardoso ]
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de pratica. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque pensam fazer sentido. Porque é mais barato, por causa da casa, carro e afins. Por causa do sexo. Por causa das cuecas e das calcas, das contas da lavandaria e das tarefas lá de casa.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré - nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merda entram logo em "dialogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, estratégias e tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecologica de camaradagem e profissionalismo.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. A paixão, que devia ser desmedida, é-o na medida do possível.
O que é feito do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Farto de encontrar ao virar da esquina aquilo as que todos chamam, indiscriminadamente de amor ou lá o que isso é realmente.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "ta tudo bem, tudo normal, tudo tranquilo... n se passa nada, nunca estive tão "feliz"", tomadores de bicas, alcandores de compromissos, bananitas, borra-botas, matadores do romance, romanticidas (isto serve para elas também).
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor na saúde e na doença?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alivio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "da lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade.
A vida ás vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não… é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. Uma ilusão necessária. A ilusão é bonita e não faz mal que se invente e minta e sonhe o que se quiser.
Acredito na continuidade das coisas que amamos. Acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara. Acredito que para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos. Acredito que para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, que para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem principio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada... apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.
O amor é uma coisa, a vida e outra. A realidade pode matar. O amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar é não se ter, querer é não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de que quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor e outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
[ só acho que assim como a "vida dura a vida inteira", o amor também dura ]
[ encontrei em viagem na mayonese mas é um texto original de Miguel Esteves Cardoso ]
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de pratica. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque pensam fazer sentido. Porque é mais barato, por causa da casa, carro e afins. Por causa do sexo. Por causa das cuecas e das calcas, das contas da lavandaria e das tarefas lá de casa.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré - nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merda entram logo em "dialogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, estratégias e tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecologica de camaradagem e profissionalismo.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. A paixão, que devia ser desmedida, é-o na medida do possível.
O que é feito do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Farto de encontrar ao virar da esquina aquilo as que todos chamam, indiscriminadamente de amor ou lá o que isso é realmente.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "ta tudo bem, tudo normal, tudo tranquilo... n se passa nada, nunca estive tão "feliz"", tomadores de bicas, alcandores de compromissos, bananitas, borra-botas, matadores do romance, romanticidas (isto serve para elas também).
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor na saúde e na doença?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alivio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "da lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade.
A vida ás vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não… é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. Uma ilusão necessária. A ilusão é bonita e não faz mal que se invente e minta e sonhe o que se quiser.
Acredito na continuidade das coisas que amamos. Acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara. Acredito que para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos. Acredito que para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, que para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem principio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada... apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.
O amor é uma coisa, a vida e outra. A realidade pode matar. O amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar é não se ter, querer é não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de que quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor e outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
[ só acho que assim como a "vida dura a vida inteira", o amor também dura ]
8 de novembro de 2006
que tipo de "bicho" sou eu?
[ um daqueles "web testes" estúpidos ]
Você é uma sábia coruja!
A coruja [ devemos ser parecidas nos olhos... ] é uma ave noturna, símbolo do conhecimento racional [ racionalidade é o que eu mais tenho.. ]. Você é uma pessoa que gosta de estudar e fazer uma reflexão sobre todos os aspectos de sua vida [ é vero... ] . Seu dia a dia é bastante regrado [ o que é regrado?... ]. Ai, se alguma coisa estiver fora do lugar ou, dando errado! [ e então? ]. A coruja não gosta de arriscar e investe apenas naquilo que é certo para ela [ ... ]. Aqui vai uma dica: se você mergulhar no seu interior, descobrirá que tem grande percepção do oculto [ grande dica, sim senhor ]7 de novembro de 2006
Desvaneios
[ este post é de inteira responsabilidade de rititas. não me responsabilizo pelos danos causados pelos desvaneios aqui postados ]
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh o meu nome agora é "etc". É vago mas engloba tudo aquilo que não foi descrito pormenorizadamente... portanto sou eu. Sou uma édecetra..........
sou uma édecetra que gosta de ouvir a foxx fm porque passam músicas que não lembram ao papa... músicas que há 10 anos me fizeram cantar, e músicas que hoje que fazem sentir... [ o quê não sei, foi só para soar bem ].......... mas não esqueci a marginal, de vez em quando ainda a ouço...... when i'm awfuly low... i will fell the glow just thinking of youuuu.. an the way you looked that night [ música da marginal ] ........ mas na foxx também passou hoje .... yeah yeah, the way we laughed as one [ jamiroquai ] ............... and ladies and gentlemen... i wanna be the only one to love youuu... a música que eu cantava há 10 anos com o Minguito, also known as Walter Benjamim... no outro dia sonhei com ele e que o tinha encontrado depois destes anos todos, mas não passou de um stupid dream.... stupid, stupid, stupid dreams...
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh o meu nome agora é "etc". É vago mas engloba tudo aquilo que não foi descrito pormenorizadamente... portanto sou eu. Sou uma édecetra..........
sou uma édecetra que gosta de ouvir a foxx fm porque passam músicas que não lembram ao papa... músicas que há 10 anos me fizeram cantar, e músicas que hoje que fazem sentir... [ o quê não sei, foi só para soar bem ].......... mas não esqueci a marginal, de vez em quando ainda a ouço...... when i'm awfuly low... i will fell the glow just thinking of youuuu.. an the way you looked that night [ música da marginal ] ........ mas na foxx também passou hoje .... yeah yeah, the way we laughed as one [ jamiroquai ] ............... and ladies and gentlemen... i wanna be the only one to love youuu... a música que eu cantava há 10 anos com o Minguito, also known as Walter Benjamim... no outro dia sonhei com ele e que o tinha encontrado depois destes anos todos, mas não passou de um stupid dream.... stupid, stupid, stupid dreams...
6 de novembro de 2006
flash
Andava eu a ler posts antigos do trully, quando me deparei com este comentário acerca de um post do dia de são valentim de há 10 anos atrás [1996, portanto]:
"Minha amiga, quando miúdas como nós são desprezadas no liceu, acontece sempre o milagre do patinho feio: tornamo-nos gajas poderosas (como sabes bem que és!). E eles vêm sempre comer nas nossas mãos. Idiotas."
[ comentário dela. incrível como falámos tão pouco durante o meu tempo naquele museu e afinal tinhamos tanto em comum... ]
Lindo!
[ atenção: o comentário só tem sentido dentro do contexto em que foi escrito ]
"Minha amiga, quando miúdas como nós são desprezadas no liceu, acontece sempre o milagre do patinho feio: tornamo-nos gajas poderosas (como sabes bem que és!). E eles vêm sempre comer nas nossas mãos. Idiotas."
[ comentário dela. incrível como falámos tão pouco durante o meu tempo naquele museu e afinal tinhamos tanto em comum... ]
Lindo!
[ atenção: o comentário só tem sentido dentro do contexto em que foi escrito ]
5 de novembro de 2006
as ambiguidades da vida :: parte I
Escola Primária.
Quantos de nós temos amigos e conhecidos desde a primária? Eu tenho e é engraçado ver como certas peculiaridades das personalidades dessas pessoas não mudam [ ou mudam drasticamente ].
Os objectivos da rubrica "as ambiguidades da vida" são analisar de que forma certas pessoas mudaram ou não e mostrar como estou a ficar velha.
as ambiguidades da vida :: parte I
A Raquel. Era uma criança pertubada e histérica. Chamava "vaca" à professora Maria Armanda e ficava de castigo a chorar e a berrar em cima da mesa durante o recreio.
Actualmente, a Raquel sofre depressões de tempos a tempos e quando me vê [ uma vez por ano ] faz uma festa incrivel e espampanante.
O Sérgio cigano. Era uma criança ranhosa, cheirava mal mas era bom miúdo.
Costumava vê-lo tocar acordeão com um cãozinho, mas já não o vejo há algum tempo.
Desculpem, mas não posso continuar.
Quantos de nós temos amigos e conhecidos desde a primária? Eu tenho e é engraçado ver como certas peculiaridades das personalidades dessas pessoas não mudam [ ou mudam drasticamente ].
Os objectivos da rubrica "as ambiguidades da vida" são analisar de que forma certas pessoas mudaram ou não e mostrar como estou a ficar velha.
as ambiguidades da vida :: parte I
A Raquel. Era uma criança pertubada e histérica. Chamava "vaca" à professora Maria Armanda e ficava de castigo a chorar e a berrar em cima da mesa durante o recreio.
Actualmente, a Raquel sofre depressões de tempos a tempos e quando me vê [ uma vez por ano ] faz uma festa incrivel e espampanante.
O Sérgio cigano. Era uma criança ranhosa, cheirava mal mas era bom miúdo.
Costumava vê-lo tocar acordeão com um cãozinho, mas já não o vejo há algum tempo.
Desculpem, mas não posso continuar.
2 de novembro de 2006
an inconvenient truth
A par de tudo o que me preocupava desde que me conheço como gente, o Al Gore contou uma pequena história que me ficou na memória:
a nossa maneira de pensar é um dos factores que condiciona a nossa relação com o planeta; se um sapo saltar para um recipiente com água a ferver, ele salta rapidamente para fora porque pressente o grande perigo; mas se o mesmo sapo saltar para um recipiente com água na temperatura normal e a mesma começar a subir aos poucos, ele ficará lá... (mesmo que a temperatura suba e suba) ... ele ficará lá... até... ser salvo.
é uma verdade inconveniente.
a nossa maneira de pensar é um dos factores que condiciona a nossa relação com o planeta; se um sapo saltar para um recipiente com água a ferver, ele salta rapidamente para fora porque pressente o grande perigo; mas se o mesmo sapo saltar para um recipiente com água na temperatura normal e a mesma começar a subir aos poucos, ele ficará lá... (mesmo que a temperatura suba e suba) ... ele ficará lá... até... ser salvo.
é uma verdade inconveniente.
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