Hoje tomei um banho de cerveja [ literalmente falando ].
É um cheiro único de sentir [ e cheirar ]. Parece que acabei de vir de uma semana académica ou de um festival qualquer.
Mas foi sem querer. Eu estou bem, obrigada.
Às vezes penso que tal como as estrelas me enviam luz de há milhares de anos atrás, assim também eu escrevo este post que hoje estou a publicar de novo.
14 de junho de 2006
13 de junho de 2006
pequeno desabafo mental
"desculpa, Rita, nao volto a escrever "cu" no teu blog"
e eu tenho saudades tuas... e de muitas gentes.
e eu tenho saudades tuas... e de muitas gentes.
A tese dos cortes de cabelo
Mesmo sabendo que me ia arrepender mais tarde, sempre pedia à minha mãe para me cortar o cabelo. Ela bem dizia "vai ficar muito curto... depois vais chorar... não vais gostar". Mas eu não queria saber. Eu precisava de cortar o cabelo, como quem necessitava de beber água depois de correr durante 3 horas. A minha mãe sempre disse que desde pequena eu sempre lhe pedia para me cortar o cabelo quando me sentia deprimida ou sedenta de mudança.
Actualmente, mesmo sabendo que provavelmente a minha franja irá ficar toda torta, eu própria faço questão de a cortar [ podem olhar para mim e ver o resultado ]. Mesmo que tenha ficado uma grande bosta [ como é o caso ] sinto-me livre e bem comigo mesma, porque tive o prazer de esquartejar uma parte de mim.
Resumindo e concluindo,
não há conclusão e o resumo é insignificante.
Actualmente, mesmo sabendo que provavelmente a minha franja irá ficar toda torta, eu própria faço questão de a cortar [ podem olhar para mim e ver o resultado ]. Mesmo que tenha ficado uma grande bosta [ como é o caso ] sinto-me livre e bem comigo mesma, porque tive o prazer de esquartejar uma parte de mim.
Resumindo e concluindo,
não há conclusão e o resumo é insignificante.
12 de junho de 2006
Fim de Semana que não foi Fim de Semana
7 da manhã foi a minha hora predilecta durante este fim-de-semana.
Passeio que não foi passeio até Ericeira com Motards. [ Peniche é bonito ]
Dores de cabeça descomunais.
frases soltas:
"Nhe, dadá nhê nhu nhódiii!!" [ bébé de dois anos irritada porque cortaram o bolo em forma de cabeça do Noddy ]
"Assassinos!!" [ criança de 5 anos revoltada quando cortaram a cabeça ao Noddy ]
"A última vez que fui ao cinema, foi para ver o Scary Mover!"
"Não sei como é que ele [ Figo ] foi eleito o melhor sexo do Mundial..."
E para rematar
Tive que andar a levar com comentários racistas durante o jogo Portugal-Angola. Abomino tais atitudes. Metem-me nojo. Mesmo.
Passeio que não foi passeio até Ericeira com Motards. [ Peniche é bonito ]
Dores de cabeça descomunais.
frases soltas:
"Nhe, dadá nhê nhu nhódiii!!" [ bébé de dois anos irritada porque cortaram o bolo em forma de cabeça do Noddy ]
"Assassinos!!" [ criança de 5 anos revoltada quando cortaram a cabeça ao Noddy ]
"A última vez que fui ao cinema, foi para ver o Scary Mover!"
"Não sei como é que ele [ Figo ] foi eleito o melhor sexo do Mundial..."
E para rematar
Tive que andar a levar com comentários racistas durante o jogo Portugal-Angola. Abomino tais atitudes. Metem-me nojo. Mesmo.
8 de junho de 2006
A minha música de infância
José Mário Branco
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era O soldadinho
Um menino lindo
Que nasceu
Num roseiral
O menino lindo
Não nasceu
P'ra fazer mal
Menino cresceuJ
á vai à escola
De sacola
Um e dois e três
Já sabe ler
Sabe contar
Menino cresceu
Já aprendeu
A trabalhar
Vai gado guardar
Já vai lavrar
E semear
Menino cresceu
Mas não colheu
De semear
Os senhores da terra
O mandam p'ra guerra
Morrer ou Matar
Os senhores da guerra
Não matam
Mandam matar
Os senhores da guerra
Não morrem
Mandam morrer
A guerra é p'ra quem
Nunca aprendeu A semear
É p'ra quem só quer Mandar matar
Para Roubar
Dancemos meninos
A roda No roseiral
Que os meninos lindos
Não nascemP'ra fazer mal
Soldadinho lindo
Era o rei Da nossa terra
Fugiu para França
P'ra não ir Morrer na guerra
Soldadinho lindo
Era o rei Da nossa terra
Fugiu para França
P'ra não ir Matar na guerra
Um e dois e três
Era uma vez
Um soldadinho
De chumbo não era
Como era O soldadinho
Um menino lindo
Que nasceu
Num roseiral
O menino lindo
Não nasceu
P'ra fazer mal
Menino cresceuJ
á vai à escola
De sacola
Um e dois e três
Já sabe ler
Sabe contar
Menino cresceu
Já aprendeu
A trabalhar
Vai gado guardar
Já vai lavrar
E semear
Menino cresceu
Mas não colheu
De semear
Os senhores da terra
O mandam p'ra guerra
Morrer ou Matar
Os senhores da guerra
Não matam
Mandam matar
Os senhores da guerra
Não morrem
Mandam morrer
A guerra é p'ra quem
Nunca aprendeu A semear
É p'ra quem só quer Mandar matar
Para Roubar
Dancemos meninos
A roda No roseiral
Que os meninos lindos
Não nascemP'ra fazer mal
Soldadinho lindo
Era o rei Da nossa terra
Fugiu para França
P'ra não ir Morrer na guerra
Soldadinho lindo
Era o rei Da nossa terra
Fugiu para França
P'ra não ir Matar na guerra
7 de junho de 2006
[ de vez em quando dá-me disto ]
sinto falta...
de comer bolos às 5h da manhã e engasgar-me de tanto rir...
... de me deitar em cima de uma relva qualquer
de dormir num saco de cama...
... de beber chá quente e cheio de açucar
de estar em Maputo...
... de dormir sem ter hora para acordar...
alguns diriam... "e de levar um par de estalos, não??"
eu diria que sim.
de comer bolos às 5h da manhã e engasgar-me de tanto rir...
... de me deitar em cima de uma relva qualquer
de dormir num saco de cama...
... de beber chá quente e cheio de açucar
de estar em Maputo...
... de dormir sem ter hora para acordar...
alguns diriam... "e de levar um par de estalos, não??"
eu diria que sim.
5 de junho de 2006
irrito-me... [ porquê, não sei ]
12 mil pessoas a assistirem aos treinos da selecção.
Se alguma coisa correr mal, culpem os imigrantes que estão na Alemanha e que fizeram barulho e desconcentraram as estrelinhas.
Hoje estou irritada, por isso vou dormir mais cedo. Vou descarregar as energias num sono consistente.
Se alguma coisa correr mal, culpem os imigrantes que estão na Alemanha e que fizeram barulho e desconcentraram as estrelinhas.
Hoje estou irritada, por isso vou dormir mais cedo. Vou descarregar as energias num sono consistente.
4 de junho de 2006
Tsotsi
"O que queres rapaz?... O meu dinheiro?"
"Levanta-te."
"O quê?"
"Levanta-te e anda."
"Quem és tu? Hã? Jesus Cristo? Sou aleijado!"
"Estás a mentir, levanta-te!"
(...)
"Uma vez vi um cão... só com as duas patas. Partiram-lhe as patas de trás. Ele arrastava-se como tu."
"Que tipo de homem faz isso a um cão?"
"O que aconteceu às tuas pernas?"
"Eu trabalhava nas minas... Minas de ouro. Caiu-me um ferro em cima... e partiu-as."
"O que te anima a viver? Vives como um cão..."
"Eu. Gosto de seguir o sol nas ruas. Mesmo com estas mãos. Consigo segui-lo. "
"Levanta-te."
"O quê?"
"Levanta-te e anda."
"Quem és tu? Hã? Jesus Cristo? Sou aleijado!"
"Estás a mentir, levanta-te!"
(...)
"Uma vez vi um cão... só com as duas patas. Partiram-lhe as patas de trás. Ele arrastava-se como tu."
"Que tipo de homem faz isso a um cão?"
"O que aconteceu às tuas pernas?"
"Eu trabalhava nas minas... Minas de ouro. Caiu-me um ferro em cima... e partiu-as."
"O que te anima a viver? Vives como um cão..."
"Eu. Gosto de seguir o sol nas ruas. Mesmo com estas mãos. Consigo segui-lo. "
1 de junho de 2006
frase do dia
"Ritinha, se toda a gente fosse como tu, esta vida seria bela."
[ eu ] "Oh... não digas isso...."
"É verdade! Digo-te isto não de boca, mas do fundo do coração!"
[ eu - lembrando-me da mulher do pingo doce do post anterior ] "Oh..."
[ eu ] "Oh... não digas isso...."
"É verdade! Digo-te isto não de boca, mas do fundo do coração!"
[ eu - lembrando-me da mulher do pingo doce do post anterior ] "Oh..."
hoje na caixa do pingo doce...
senhora: "olhe que você é a mais simpática de todas que está aqui!"
operadora de caixa: "oh... não diga isso!"
senhora: "digo sim! digo do fundo do coração! olhe... a outra que aqui estava era má... mesmo de morrer!"
operadora de caixa: "olhe que ela nunca mais veio... deu-lhe uma trombose..."
senhora: "ai credo... também não era preciso tanto! Mas pronto..."
operadora de caixa: "pois... eu compreendo o que você quer dizer!" [ pisca-lhe o olho ]
senhora: "então vá, adeusinho!"
[ "A Ignorância leva ao Impulso sem Sentido", Séneca ]
operadora de caixa: "oh... não diga isso!"
senhora: "digo sim! digo do fundo do coração! olhe... a outra que aqui estava era má... mesmo de morrer!"
operadora de caixa: "olhe que ela nunca mais veio... deu-lhe uma trombose..."
senhora: "ai credo... também não era preciso tanto! Mas pronto..."
operadora de caixa: "pois... eu compreendo o que você quer dizer!" [ pisca-lhe o olho ]
senhora: "então vá, adeusinho!"
[ "A Ignorância leva ao Impulso sem Sentido", Séneca ]
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